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[[ Gol - 3 milhões de unidades ]]

Ignacio Montanha Teixeira Marques
Rogério Hayama
Data: 25/11/2004



- Projetado no final da década de 70, cujo projeto chamava BX, tinha a missão de substituir a Brasília. Foi lançado em 1980, montado numa plataforma derivada da primeira geração do Audi 80/VW Passat; inicialmente foram usados motores boxer arrefecidos a ar, o desempenho logicamente decepcionava, mas com um bom nível de torque em baixa rotação; como os números eram modestos ficava patente que o monobloco ainda tinha mais potencial a oferecer, visto que derivava de um veículo de categoria superior, ou seja sobrava carro e faltava motor.

Inicialmente disponível na versão L com motor 1.300 a ar, que em 1981 passou a ser disponível também numa versão a álcool, passou-se um ano e a VWB tentou corrigir com o motor 1.600 a ar, novamente não satisfez as exigências do público, as vendas continuavam baixas. Nesse mesmo ano foi lançada a variante sedã, chamada de Voyage, logo em 1983 a perua e picape, Parati e Saveiro respectivamente.

Só em maio de 1984, com o lançamento da versão esportiva GT o Gol começou a usar motor arrefecido a água, 4 cilindros em linha, 8 válvulas de origem Audi, deslocava 1.8 litros gerando 99cv, conhecido como MD-280. Diferia do 1.8 normal, utilizado no Santana pelo comando de válvulas esportivo (268º). Para a linha 85, as versões S e LS ganharam motor 1.6 MD-270 arrefecido a água. (o Voyage e a Parati foram lançados em 1982, e a Saveiro em 1983). A versão de entrada BX, mais despojada, continuava sendo produzida com motor 1.6 arrefecido a ar. Na linha 86 houveram mudanças apenas mecânicas, recebendo o motor AP-1800 S (Gol GT) e AP-1600 (S e LS), conhecidos como “bielas longas”.

Em 1987, A versão básica BX é descontinuada. A nomenclatura das versões muda de S, LS e GT para CL, GL e GTS. O interior não recebeu mudanças, permanecendo idêntico. Ocorreu a primeira reestilização com mudanças na dianteiras (faróis e grade), na traseira (lanternas) e os pára-choques passaram a ser envolventes; também neste ano foi lançada a versão GTS, sendo raras as unidades desse período. Em 1988 foram realizadas modificações internas como painel de instrumentos, espelhos retrovisores novos reposicionados e já como modelo 1989, surge primeiro carro nacional com injeção eletrônica de combustível, o esportivo GOL GTi um marco da indústria automobilística nacional.

Em 1990, o motor 1.8 foi disponível também para a versão GL, surgindo também o motor 1.6 CHT de origem Ford, o qual muitos torcem o nariz até os dias de hoje. No ano seguinte, outra reestilização mudando a frente que passou a ser mais baixa, faróis menores e a tampa traseira perdeu os vincos, o GTi que seria um veículo de produção limitada, foi incorporado à linha, e ganhou novas rodas e cores, até então era disponível somente na cor Azul Mônaco.

Em 1993 foi lançado o Gol 1000, com o motor derivado do CHT 1.6, passado um ano depois de uma enorme expectativa, foi lançado em 1994 a segunda geração do Gol (AB9), visto que o modelo anterior se encontrava visualmente inferior aos rivais que haviam se modernizado. A plataforma guardava semelhanças com a primeira geração, mas com várias alteração, tendo como primeiro benefício a maior rigidez torcional, que se refletiu no conforto, pois foi possível trabalhar molas, barra estabilizados e reduzir a carga dos amortecedores, graças a menor torção do monobloco sem prejuízo para a estabilidade.

No ano de 1995 é lançado o GTi com o motor 2.0 8v e também a versão 1.000 disponível nas versões Plus e 1000i, o desempenho desses modelos associado a um peso mais alto que a geração que o antecedeu causou grande decepção.

Mas é em 1996 que o Gol atinge o ápice de sua carreira, com o nascimento do GTi mais nervoso de todos os tempos, com motor 2.0 16v gerando 141 cv, o cambio vinha direto do Audi 80 que já se encontrava na terceira geração, na suspensão, novas molas, amortecedores, barras estabilizadoras, a dianteira mais espessa e uma na traseira, tornando o comportamento mais agressivo, permitindo até realizar sobreesterço (derrapagem traseira) em curvas com maior facilidade que um Gol normal com barra apenas na dianteira; o resultado de tudo isso foi a criação de uma verdadeira pimenta. Considerado por muitos, o último "Pocket-Rocket" nacional.

Nesse mesmo ano foi lançada uma versão esportiva, que pretendia ocupar a vaga deixada pelo antigo GTS, era equipado com o motor AP 1.8, mas com um comando de maior levante (268º), mas o maior peso não lhe permitia a mesma agilidade.

Em 1997 todos os Gol passam a serem equipados com injeção eletrônica Mi, (Multipoint Injection) seqüencial (um bico injetor para cada cilindro) ao invés da injeção Ford EEC-IV, single-point. (um bico para os 4 cilindros), com essa mudança o Gol passou a ter melhor desempenho e um menor consumo. O motor AE-1000, originário da Ford deixa de ser oferecido e é substituído com vantagens pelo motor AT-1000 Hi-Tork. A versão TSi passa a ser disponível tanto com motor 1.8 ou 2.0, substituindo assim a versão 8v do GTi.

Em setembro desse mesmo ano, é lançada a versão 1.0 16v (AT-1000 16v), sendo o Gol o primeiro carro popular a oferecer a opção de motor 16 válvulas.

Para 1998, o Gol ganha uma versão com 4 portas, inicialmente oferecida apenas na rara versão GLS 2.0, posteriormente a opção foi estendida para toda a linha.

Em 1999 o airbag estava disponível a partir do GL, a curiosidade era que o airbag do passageiro ficava no lugar do porta-luvas, como no Passat 35i. No final desse ano aconteceu a estréia do Gol Geração III, com modificações estéticas, internas, mecânicas e estruturais, as principais foram: escolha livre de opcionais, painel, suspensão recalibrada se tornando mais confortável, motores atualizados e mais fortes, faróis de superfície complexa com lente de policarbonato, monobloco reforçado, câmbio, airbag e ABS disponível desde a versão 1.0.

Os motores foram modificados, ganhando potência e torque: o 1.6 (1.595cm3) passou de 88 cv para 92 cv; o 1.8 (1.781cm3) de 93cv para 99cv; o 2.0 (1.984cm3) de 108cv para 111cv e o 2.0 16v (1.984cm3) que passou de 141 cv para 145,5 cv. As versões, antes denominadas CL, GL e GLS, agora eram apenas identificadas por 1.0, 1.0 16v, 1.6, 1.8 e 2.0 e GTi. Com módulos de equipamento chamados de Confortline e Sportline.

Em 2000, surge o 1.0 16v Turbo, com pico de 1.2bar de pressão, gerava 112cv, sendo talvez o motor mais moderno já desenvolvido e produzido totalmente no Brasil, com uma moderna central de injeção Bosch Motronic, variador de fase no comando das válvulas de admissão, uma turbina de pequenas dimensões garantindo torque relativamente bom em baixa rotação aliado a um cambio e diferencial com relações curtas; o desempenho era melhor que a encomenda superando inclusive o 1.8 e 2.0, oferecia o desempenho de um GTi, mas por um preço muito satisfatório. Esse é outro que fica guardado na lembrança.

Infelizmente, a versão GTi passou a ser oferecida apenas com 4 portas, apesar de continuar com o mesmo vigor, mesmo que externamente fosse facilmente confundido com qualquer Gol equipado com o módulo Sportline, passando a ser um esportivo disfarçado. Foi o hatch compacto mais potente do Brasil até os dias atuais, mas desde 2000 a versão perdeu muito de seu apelo.

Em 2003, o modelo foi reestilizado, ganhando novos pára-choques, frisos e modificações internas leves como volante e grafia do painel de instrumentos; esteticamente o resultado ficou abaixo do esperado pois seu antecessor fazia melhor, um fato importante foi o surgimento da primeira versão bi-combustível no Brasil, com o veterano AP 1.6.

Enfim, esse é o veículo de maior sucesso no Brasil, ultrapassando a vendagem do Fusca, é exportado para México, Argentina, Uruguai, China e outros países. No México, onde é o importado de maior saída daquele mercado, recebe o nome de Pointer; a Parati de Pointer Vagoneta e a Saveiro de Pointer Pick-Up e a versão GTi comercializada por lá possui rodas aro 14 com pneus 185/60 e motor AP-2000 8v com 120 cv. Agora também é exportado para a Rússia na versão 4 portas, com motor 1.0 8v com abs e airbag duplo de série, tal como no Gol 1.6 vendido no mercado chinês que possui esses itens de segurança de série e curiosamente possui injeção Bosch ao invés da Magneti-Marelli usada nos nacionais.

O fôlego não é o mesmo, temos que considerar que o Gol ganhou mais concorrentes principalmente de 5 anos para cá, mas há 18 anos o modelo continua figurando no topo do ranking de vendas, com mais de 4 milhões de unidades vendidas até o momento, provando ser um veículo confiável e de retorno garantido, que dispõe de uma variada gama de motores, o pacote de opcionais se resume ao básico, o custo benefício não é dos melhores, mas o veículo ainda consegue se impor de maneira surpreendente.

 
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