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Peugeot 504, Renault 12, Fiat Duna e… Volkswagen Santana
Texto: Diego Silvestre
Fotos: Diego Silvestre / Gus
Edição: Ignacio Montanha
Data: 13 de Julho de 2005

 

Buenos Aires, cidade conhecida pelo tango, pelos seus vinhos, churrascos, e recentemente pelos seus panelaços em frente a Casa Rosada, enfim, uma metrópole de personalidade própria, como toda outra grande cidade.

Assim como Nova York, que tradicionalmente teve seus Checker amarelos povoando a paisagem urrbana, atualmente com os Ford Crown Victoria de mesma cor; e Londres com seus Black Cabs, citando dois exemplos famosos. A cidade portenha sempre teve seus Peugeot 504 pretos com tetos amarelos como uma parte integrante do visual.

Sua preferência era absoluta, fato que garantiu sobrevivência até meados de 2000.

 

Abaixo dele, as vendas eram disputadas pelos Renault 12, 19, Fiat Duna (Fiat Prêmio no Brasil), Peugeot 405, entre outros.

 

É comum ver varios 504 cruzando a Avenida de Mayo ao mesmo tempo, mas esse carro, mesmo sendo o preferido, tem dois “inimigos” com os quais fica dificil de disputar.

O primeiro, e mais complicado deles, é a idade, sem ser fabricado há 5 anos, os sinais disso já começam a ficar evidentes pela falta de peças de reposição e encarecimento das mesmas, quando ainda era fabricado, os taxistas costumavam trocar seus 504 por outros 504, nem o 405, que é bem mais moderno, eficiente e com uma mecânica tão confiavel quanto o velho 504, consegui conquistar os taxistas de lá. E hoje, os donos dos atuais 504 se veem orfãos, já que seu automóvel preferido deles não é mais fabricado.

O segundo, é que a maioria dos 504, assim como de todos os taxis adquiridos antes da crise argentina, em 2001 são movidos a diesel, combustível que se tornou caro após a desvalorização do Peso Argentino frente ao dólar, custando cerca de AR$* 1,50 por litro, quase o triplo do que é cobrado pelo gás natural, que custa AR$* 0,55 por cm3, por isso, carros a gasolina tem sido os preferidos de quem compra carros 0km para utilizar como taxis, pois a conversão para GNV só é possível em propulsores de ciclo Otto.

 

É aí que a Volkswagen Argentina está dando sua tacada de mestre. Vendo que os atuais donos de taxis, sobretudo os de 504 estão orfãos de opções locais, ela importa os Santana do Brasil, pinta com as cores oficiais de taxis, instala os equipamentos necessários como: taximetro, estofamento mais resistente, entre outros. E o principal: o sistema de alimentação via gás natural.

O melhor disso tudo é que um “Santana Taxi” já pronto sai por um preço mais baixo que a concorrência vende seus carros "crus".

O resultado disso pode ser constatado nas ruas de lá, onde a grande maioria dos taxis adquiridos de 2004 para cá, são Santana. E aqueles que pretendem trocar seus taxis movidos a diesel, tem o Santana ao lado da multivan da Peugeot Partner, como “sonho de consumo”.

 

Os aspectos positivos apontados pelos taxistas são:

- Qualidade de pintura padronizada de fábrica;

- Sistema de alimentação via GNV instalado de fábrica;

- Taximetro, estofamento especial entre outros detalhes, também instalados de fábrica;

- Boa reputação deixada pelo Ford Galaxy (Versailles), quando somente o modelo da Ford era vendido lá na época da Autolatina;

- Mecânica reconhecida como robusta, conhecida pelos mecânicos, bom desempenho e baixo consumo de combustível;

- Preço, já que um Santana completo, GNV, preparado de fábrica para taxi sai mais barato que um modelo convencional da concorrência, ainda a ser transformado para taxi e movido a gás.

Por essas e outras, que não vai ser difícil ir para Buenos Aires daqui uns 5 anos e no lugar dos tradicionais 504, ver os nossos conhecidos Santana cruzando a Avenida de Mayo.

Na época da Autolatina, só a Ford vendia o “Santana” na Argentina, era o nosso conhecido Versailles, mas com o nome de Galaxy. Por causa disso, muitos taxistas portenhos pensam que o VW Santana atual é uma versão nova daquele “Ford” que era vendido lá algum tempo atrás. Confusão causa pela finada Autolatina.

Os taxistas da Argentina não se beneficiam dos descontos de impostos, como os taxistas daqui, mas mesmo assim, eles não tem muito motivo para reclamar, já que um Santana Taxi 2.0 custa em média AR$* 32.000.

Um Santana 0km “civil”, 2.0, modelo Trendline, custa em média AR$* 29.500, jJá vem equipado com Ar condicionado, D/H, Travas, vidros e retrovisores elétricos.

O modelo Comfortline, também 2.0, mas com “somente” direção hidraulica e ar condicionado, é vendido por AR$* 27.400.

* Cotação do Peso Argentino: Cada AR$ 1 oscila entre R$ 0,90 e R$ 1,10.

É realmente uma pena que essa visão que a VW Argentina teve, parece estar faltando a VW Brasil já que se o modelo saísse de fabrica com GNV instalado, e pintado nas cores de taxi das principais cidades, como Rio de Janeiro, Curitiba, e outras capitais, teria tudo para ser ainda mais preferido pelos taxistas do Brasil.

 



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