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Volkswagen LT I, II, Crafter e Constellation

Edição: Ignacio Montanha
Imagem de Topo: Diego Silvestre
Imagens: Divulgação VW, Catálogos LT e Divulgação Volvo

Data: 02 de Agosto de 2006

 

Já na década de 60 se notava que a Transporter (Kombi) não satisfazia todas as necessidades dos clientes de veículos comerciais. Cada vez mais se procuravam utilitários que pudessem transportar cargas mais pesadas, sendo que os 1000 quilos de capacidade de carga máxima da Kombi já não se adaptavam a todas as situações.

Por este motivo, no início dos anos 70 a Volkswagen decidiu ampliar a linha de veículos comerciais. O objetivo era claro: transportar o máximo possível de carga, numa superfície de transporte mais reduzida possível. Desta forma, foi definido que teria de ser um veículo com tração traseira, para que se conseguisse assegurar a máxima tração na classe de peso das 2.8 até 5.6 toneladas. Apenas o conceito de motor atrás do eixo traseiro do Transporter da época, parecia desajustado para esta capacidade de carga e com pouca aplicação prática.

Em 1975, a Volkswagen apresentou o primeiro LT em Berlim duplicando a sua oferta no mercado de veículos comerciais. A relação entre a zona de carga e a área total do veículo era muito favorável, a largura de 2,04 metros conferia mais uma vantagem à LT. A suspensão dianteira independente e a direção precisa, faziam com que a LT se distinguisse na época não só por uma boa aderência à estrada, mas também por um conforto exemplar.

 

No entanto, o fabricante teve que enfrentar um grande desafio, que seria encontrar o motor adequado. A nova geração de motores do Golf I, lançada simultaneamente com o LT, não era suficientemente potente. Contudo, a Audi tinha um motor a gasolina que parecia preencher os requisitos; o maior motor do Audi 100, de 1.984cm3 (EA827-AP), parecia ser o mais adequado e foi adaptado ao perfil específico de um veículo comercial, no sentido de elevar o torque em rotações baixas, com isso a potência ficou em torno de 75 cv; nesta mesma época era disponível também um motor diesel 4 cilindros de marca Perkins que posteriormente foi substituído por uma unidade diesel de origem VW.

 

Foi em 1979, usando como base o motor diesel 1.6 do Golf, que havia se tinha tornado extremamente popular, assim do 4 cilindros 1.6, resultou um motor de 2.4 litros com 6 cilindros em linha e 75 cv também baseado no EA827 com 88mm de espaçamento entre os cilindros, já nesta época o conceito de modularidade estava sendo aplicado como acontece nos propulsores atuais. O motor destacou-se não só pelo bom comportamento em termos de vibrações mas também pela acústica agradável.

 

Curiosamente esse motor 2.4 litros 6 cilindros em linha foi fornecido também à marca sueca Volvo, foram disponíveis nos modelos 240 ao 740.

 

Em 1983 o LT sofreu algumas alterações, o painel de instrumentos foi completamente redesenhado, a linha foi expandida com o LT 50, e dois anos mais tarde, com o 55 (peso bruto de 5.6 toneladas). Durante os primeiros dez anos nada mudou em termos de aparência visual, apenas alguns pequenos retoques, dos quais o mais notório foi o formato retangular dos faróis em 1986. Em 1993, ocorreu uma discreta mudança em termos de aparência: foram realizadas modificações na grade e faróis traseiros. Foi também introduzido um motor turbo-diesel com intercooler e 95 cv de potência, usando o bloco 6 cilindros em linha 2.4 litros.

Foram construídos 471.221 veículos da primeira geração do LT.

 

No Brasil, houve uma continuação da história do LT, ocorreu da seguinte maneira:

Em 1979 a VW AG. demonstra seu interesse em produzir caminhões no Brasil e compra 67% da Chrysler Corporation do Brasil, em 1981 adquire 100% das ações, no mesmo ano é lançada a nova geração de caminhões, utilizando como base a cabine do LT. Em 1995 com o fim da Autolatina, na divisão a Ford acaba ficando com a fábrica de caminhões e a Volkswagen ficou sem nenhuma fábrica de caminhões, então a divisão de caminhões VW ficou instalada provisoriamente no mesmo local até 1996, quando a construção da fábrica em Resende-RJ havia sido finalizada e finalmente houve a mudança; no ano de 2000 a Volkswagen Veículos Comerciais (VWN) da Alemanha, com sede em Hannover, assume a responsabilidade pela Operação Caminhões e Ônibus na fábrica de Resende, e desde então com a nova administração as vendas vem melhorado a cada ano.

Em 2004 foram construídas duas fábricas destinadas a construir os caminhões VW, uma fábrica no México e outra na África do Sul, ambas utilizam o sistema CKD cujas peças são fornecidas pela VW do Brasil.

- Caminhões VW Brasileiros da década de 80 e 90:

 

- Linha atual de caminhões VW (2006):

 

Houve também uma montadora alemã especializada em caminhões, chamada MAN, que na época (1977) procurava um meio de produzir um caminhão para cargas leves, assim, produziu modelos baseados no LT numa parceria com a VW; em 1979 foi lançada a série G com motores diesel de 100 a 150cv, a cooperação entre as marcas durou até 1993, porém em outubro de 2006 a VW adquiriu 15% do capital da Man, que deverá trabalhar em conjunto com a Scania, já que 34% do capital é de posse também da marca de Wolfsburg.

 

A segunda geração

A nova geração do veículo comercial LT surgiu em 1996, 20 anos após o seu surgimento. Para a criação deste novo modelo estabeleceu-se uma parceria com a Mercedes-Benz, pois a VW nesta época fornecia motores VR6 para o Classe V, e um acordo entre as marcas permitiu usar o utilitário Sprinter como base, neste caso em especial, houve uma caraterização diferenciada para o modelo da VW, e a produção sempre foi realizada separadamente por cada marca.

- Volkswagen LT II

 

- Mercedes-Benz Sprinter

 

Existem variações do Mercedes-Benz Sprinter vendidos nos EUA sob a marca Dodge e também Freightliner, cujas principais diferenças em relação ao Sprinter se resumem praticamente na grade dianteira e logotipos.

 

Além das diferenças estéticas, o LT II era equipado com motorização TDI, continuando a satisfazer as exigências do dia-a-dia. Em 2001 o ABS e o EDS passaram a fazer parte do equipamento de série de todas as versões. Em Janeiro de 2002 receberam motorizações mais potentes, o motor 2.8 turbo-diesel de 4 cilindros atingia agora um torque máximo de 33.7 kgmf e uma potência de 158 cv.

 

O LT continua sendo sinônimo de economia, com baixos custos de manutenção, motores econômicos, grande durabilidade, um elevado valor de mercado, uma variedade de versões e um equipamento completo em que faz parte o controle de travamento à distância, os vidros elétricos e o rádio com leitor de CD.

 

Volkswagen Crafter e Constellation

Novamente em parceria com a Mercedes-Benz tal como na segunda geração do LT, a VW lançou no mercado em Abril de 2006 a nova linha de utilitários buscando atender cada vez mais as necessidades exigidas nesse segmento.

- Volkswagen Crafter

 

- Mercedes-Benz Sprinter II

 

Com motorizações entre os 109 e os 164 cv, volume de carga até 17m3 e capacidade de carga até 2.607 kg, são as maiores qualidades do Crafter; potentes e econômicos, os motores TDI motor de cinco cilindros 2.5 estarão disponíveis com potências de 109, 136 e 164 cv.

Todos os propulsores vêm reforçar algo que a VW faz melhor que ninguém, o elevado torque em baixas rotações; o filtro de partículas (DFP) é de série todas as motorizações; o cambio de manual de 6 marchas idem, bem como o ABS e o ESP garantindo uma segurança redobrada.

 

O habitáculo, possui uma ergonomia apurada, com volante regulável em altura e profundidade, manopla de câmbio tipo "joystick", integrada no painel e todos os outros comandos ao alcance das mãos. Com uma escolha de três distâncias entre eixos, quatro comprimentos no espaço de carga e três alturas de teto, há sempre uma versão adaptada a cada tipo de trabalho. A volumetria das versões furgão vai dos 7 aos 17 m3. Estão também disponíveis as versões "pick-up" cabine-simples ou cabine dupla.

 

Naturalmente as cargas úteis são elevadas, podendo chegar aos 2.670 kg na versão de 5.0 t de peso bruto. O acesso ao espaço de carga é a nova referência do mercado, pois a porta corrediça lateral tem uma abertura recorde de 1,3 m de largura por 1,8 m de altura, permitindo o carregamento com facilidade.

 

No segmento dos caminhões, seguindo o padrão do Crafter, foi desenvolvido no Brasil um novo produto chamado Constellation, lançado no início de 2006; é disponível nas versões 17.250, 19.320 e 24.250. Para desenvolver novas linhas de produtos da marca e preparar a fábrica de Resende para montá-los, a VW caminhões e Ônibus investiu R$ 1 bilhão no período de 2002 a 2007, valor totalmente custeado pela própria divisão brasileira VW Veículos Comerciais. O projeto envolve mais de 200 profissionais e consumiu mais de 7 milhões de quilômetros em testes na América do Sul, África e Europa. Com isso a VW do Brasil que já tem 33% de participação no mercado de caminhões, resolveu se preparar para atualizar-se perante aos concorrentes, e quem sabe assim aumentar ainda mais suas vendas.

- VW Constellation:

 

A VW pretende com os novos utilitários, dar continuidade ao sucesso de seus veículos comerciais, oferecendo uma grande variedade de opções, procurando atender a todo e qualquer tipo de atividade realizada. No caso do Crafter, a parceria com a Mercedes-Benz é benéfica, pois nessa categoria os automóveis comerciais desta tradicional marca alemã, são referência de mercado e com o Constellation com a qualidade, design e atenção aos detalhes conseguiu surpreender o mercado que estava que estava acostumado com os caminhões rústicos e despojados da linha VW.

 

Clique no link abaixo com o botão direito "salvar como" e assista ao filme promocional do Crafter:
VW Crafter

 



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